Nicho da avaliação imobiliária – assistente técnico: quando o trabalho nos leva mais longe

Comecei a trabalhar com avaliações imobiliárias extrajudiciais e posteriormente ingressei nas avaliações judiciais. A forma de avaliar o imóvel não muda, porém, na esfera judicial, há todo um procedimento formal e é necessário seguir os ritos processuais. Petição, prazo, contestação, proposta, quesitos e por aí vai.

Depois de um tempo, descobri outro nicho da avaliação imobiliária: o trabalho de assistente técnico. Hoje tenho realizado vários trabalhos nessa área. O assistente técnico é contratado pelas partes, acompanha o trabalho do perito judicial, elabora os quesitos e faz suas considerações, contestando ou não o laudo pericial.

Faço essa contextualização para chegar ao ponto essencial desta história: fui contratada por uma das partes para atuar como assistente técnica. Um corretor de imóveis indicou meu nome, e eu conversei diretamente com a advogada. Depois de muita conversa para explicar a forma do meu trabalho, apresentei a proposta de honorários, que foi aceita.

Fiquei muito feliz! Às vezes, o trabalho nos leva mais longe e desta vez era em outro estado, uma realidade diferente, uma nova oportunidade! Isso é maravilhoso, pois nos desafia a estudar e a pesquisar mais. Mesmo com calafrios e a insegurança que pode surgir por trabalhar em uma região desconhecida, a experiência acaba sendo muito positiva para o crescimento pessoal e profissional.

Assim que o perito agendou a vistoria no imóvel, a advogada me comunicou, e eu já anotei dia e horário.

— Então está confirmado para terça-feira? — perguntei.

— Sim, às 14h. Nos encontramos lá! — respondeu ela.

No dia agendado, saí bem cedinho. Embora o local não ficasse tão longe, preferi sair com antecedência e permanecer pela cidade até o horário marcado.

Ainda estava um pouco escuro. Era início de inverno, fazia bastante frio e havia neblina na estrada. Como eu precisava passar pela serra, todo cuidado era pouco. A rodovia começou a ficar movimentada, e eu seguia atenta a cada curva.

Cheguei bem antes do horário da vistoria. Caminhei pela região, observei o entorno, depois almocei e finalmente fui para o local do imóvel. O perito já estava lá, assim como o morador.

— Bom, vamos começar a vistoria. — disse ele de forma cordial.

A parte que eu representava também me acompanhou. Fiz as fotos, conversamos um pouco, o perito fez algumas pontuações formais e em seguida terminamos o trabalho. Essa etapa da vistoria estava encerrada. Agora restava aguardar a entrega do laudo para que eu pudesse fazer a análise e apresentar minhas considerações.

O trabalho com as avaliações imobiliárias é muito dinâmico. Nunca há rotina, cada imóvel é diferente, assim como cada cidade, estado e circunstância. Seja na esfera judicial ou extrajudicial, uma coisa é certa: é preciso estar sempre estudando e se qualificando para atuar com segurança.

Silmara Gottardi

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