
Eis aqui uma das minhas virtudes preferidas. Além de buscar algum aprofundamento literário/técnico no assunto, creio firmemente que a lealdade só pode ser provada ao indivíduo em momentos nos quais o ambiente lhe propõe a possibilidade de ser desleal.
Seja com a quebra de seu código moral e ético, seja com a deturpação de um princípio fundamental, inviolável à carreira de um Perito Avaliador Imobiliário Mercadológico, que é a imparcialidade; seja voltado a certa desobediência das obrigatoriedades apresentadas pela própria Norma Técnica (ABNT – NBR); e/ou seja simplesmente com o conjunto/somatório de tudo isso, cujo resultado é a garantia de que o valor (R$) de determinado imóvel, por exemplo, apurado ao final de seu trabalho avaliatório, favoreça interesses particulares de alguma das partes envolvidas.
Conclusão óbvia: é tão fácil ser desleal, basta colocar péssimos hábitos em prática. Contudo, acredito que tudo na vida possa ter duas versões, a própria Justiça brasileira, em meus préstimos profissionais, por anos, me ensinou que há sempre o direito constitucional de ampla defesa, mediante alguma acusação ora materializada.
Mas, livre de um prejulgamento sobre o tema e/ou considerando a conduta podre, sabida graças à existência de alguns, seja no âmbito da Avaliação Imobiliária Mercadológica (AIM) judicial ou extrajudicial, penso que ser leal a si requer uma maturidade de espírito, uma moralidade cabida nas condutas, nos gestos mais simples. Ter fé no que somos é tudo o que nos resta; assim, não vejo como não adotarmos uma postura de honestidade, primeiro conosco e, em segundo plano, com o mundo que nos rodeia.
A lealdade começa por assumirmos o que somos, quem somos e o que fazemos, para nós e para os outros. Um vetor de grande importância que, quando percebido e sentido por um indivíduo, faz com que ele descubra sua verdadeira força, sua capacidade imparável de ser de verdade.
Quiçá todo avaliador imobiliário pudesse sentir esse gostinho de ser automaticamente incapaz de sequer pensar em ter algum tipo de ato, de gesto, que não seja absolutamente controlado pelas forças do bem. Ter lealdade, então, é acreditar em um mundo onde só há pessoas boas e de conduta ilibada? Não. Mas manter a independência, a isenção, controlar pressões externas e evitar más influências ajuda.
Comecemos por nós e depois avancemos para o externo. O exercício de buscar a própria transparência é o começo de tudo; o bom senso e o rigor vêm na carona.
• GIANI – Perito Avaliador Imobiliário Mercadológico
• CRECI/RS nº 34.957F e CNAI/DF nº 4.532
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