Corra que o cachorro vem aí – susto durante a avaliação de imóvel

Estava no escritório trabalhando um belo dia, quando recebi a ligação de uma corretora de imóveis conhecida minha. Ela estava me indicando para uma avaliação, disse que o cliente precisava de um perito avaliador para visitar uma chácara na região metropolitana. Agradeci a indicação e fiquei no aguardo da ligação do cliente.

Não demorou muito, o Sr. Rodolfo me ligou falando sobre a referida avaliação. Solicitei a ele mais detalhes especialmente sobre a documentação, para poder, a partir daí, elaborar o cálculo dos honorários. Assim que terminei, enviei o orçamento. No dia seguinte, tendo sido aprovado, o Sr. Rodolfo me informou o contato da pessoa que me receberia na chácara: o Sr. Felipe. Liguei e acertamos data e horário.

Era uma tarde de sol, o dia estava lindo, fazia calor e eu peguei a estrada, mais de 45 km até o imóvel. Além do endereço, o Sr. Rodolfo me indicou alguns pontos de referência para eu chegar até a chácara. Fui com calma, horário tranquilo; a partir da estrada de terra, a paisagem foi ficando cada vez mais bonita, muitas árvores pelo caminho, a natureza mostrando toda sua beleza. Apesar de apreciar o momento, eu sabia que precisava manter os olhos fixos na via, pois havia muitas curvas e a estrada era bem estreita.

Chegando à chácara, o Sr. Felipe já me aguardava. Abriu o portão e prontamente me identifiquei, trocamos algumas palavras e comecei a fotografar. Era um lugar tranquilo, havia poucas casas ao redor com alguns moradores e chácaras usadas para lazer. No local, havia também um bosque, com vários tipos de árvores, plantas e um açude com gramado ao redor superbem cuidado. Ao fundo, havia uma casa de madeira, uma horta, enfim, era uma área bem espaçosa.

Esse momento da vistoria é sempre muito especial: uma mistura de concentração e cuidado para analisar e anotar todos os detalhes do imóvel avaliando e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de poder conhecer lugares exuberantes.

Fiz todo trabalho, despedi-me do Sr. Felipe e fui fazer fotos da parte externa da chácara e da estrada. Tudo estava muito tranquilo, parei o carro e caminhei por alguns metros para fotografar a entrada do imóvel.

Foi quando toda aquela tranquilidade se transformou numa loucura. De repente, eu ouvi latidos e barulho de um cachorro correndo. Para uma pessoa como eu que tem pânico de cachorro, a imaginação voou longe.

Eu nem sei como, mas saí em disparada, cuidando apenas para não perder o celular. Corri o mais que pude, não via nada na minha frente, só ouvia o cachorro, que parecia se aproximar a cada passo, os latidos cada vez mais fortes e o carro que estava próximo, mas nesse momento o perto se transformou em uma distância sem fim.

Finalmente, cheguei ao carro, abri a porta não sei como e pulei para dentro. Minhas pernas estavam bambas, tremiam, meu coração batia absurdamente, eu quase sem fôlego mal podia acreditar que estava salva. Demorei até voltar ao normal, olhei para fora do carro procurando o cachorro, mas não o vi, até que notei que ele estava amarrado. Ele tinha espaço para correr, mas estava preso pela corrente.

Fiquei pensando como o medo nos leva a imaginar coisas, eu achando que o cachorro estava no meu calcanhar, mas estava preso pela corrente e latindo, talvez assustado por me ver naquela loucura. Depois acabei rindo sozinha da minha corrida.

Nosso trabalho é realmente diferenciado, em questão de minutos eu vivi momentos totalmente inusitados: da tranquilidade em meio à natureza ao desespero correndo de um cachorro e depois a gargalhada pela minha ‘imaginação fértil’.

E você? Já passou por uma situação parecida? Me conte aqui nos comentários. Até a próxima!

Silmara Gottardi

Um comentário em “Corra que o cachorro vem aí – susto durante a avaliação de imóvel

  1. Entendi que faltava apenas uma motivação para você alcançar seu objetivo e bater sua meta, ou seja antes um convite, logo após fechar o contrato com cliente, acredito que o frio do ventre decorria desde a planta dos pés fez aumentar o pulsar do coração, vontade de acertar e vencer, o latir do cão ou superstição ocasionada por causa do receio de nada dá errado e obter êxito além da lente da câmera fotográfica o sons que ela produz motivada pela exuberância e bela paisagens o clima aromático; “reflexão” de um TTI apenas gargalhada.. e belo sorriso quando lembro à inusitada voz gaúcha que nos diz: TENHA FÉ.
    Jaboatão 01 de março de 2021 Luiz Gomes CRECI 11911PE CNAI 30374

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