
Assim que a empresa aceitou a minha proposta de honorários, agendei o mais rápido possível, para agilizar o trabalho. Logo percebi que o acesso ao local seria um pouco complicado: estrada de terra, declive acentuado em algumas partes; e eu teria que caminhar por tudo lá. Além disso, a previsão era que o tempo não ajudaria muito nos próximos três dias, e realmente choveu muito naquela semana.
Sendo assim, agendei a vistoria naquele imóvel rural para a semana seguinte. Numa segunda-feira bem cedo, oito horas, eu e meu colega já estávamos na empresa. Convidei um colega de profissão para me acompanhar, ele mora no município do imóvel avaliando. Sempre que tenho contatos com bons profissionais, procuro essas parcerias para enriquecer o trabalho, quanto mais conhecimento, melhor.
Fomos recebidos pelo engenheiro Guilherme, que nos levou para pegarmos os acessórios necessários. Devido à peculiaridade da empresa, tivemos que usar calçado de segurança, colete e capacete, para assim estarmos mais seguros.
Fomos de carro até o local do imóvel avaliando. O engenheiro sempre nos explicando com detalhes sobre a área; já tínhamos a documentação. Assim que chegamos, fomos fazendo fotos e anotando o necessário.
O local era uma APP (Área de Preservação Permanente). Esse tipo de imóvel é um pouco mais delicado para avaliar, o método recomendado é o comparativo direto de dados de mercado. E dessa forma tivemos que observar cada detalhe para depois buscarmos os elementos amostrais.
O sol estava forte, o calor intenso e a terra molhada, já que havia chovido muito nos dias anteriores. Estávamos literalmente ‘amassando barro’ e caminhar em lugares com declive acentuado, pisando no barro, não é tão fácil. Com o suor escorrendo pelo rosto, procurávamos as melhores posições para as fotos. Como o sol estava intenso, dava um reflexo e, às vezes, havia muito brilho.
Nós peritos avaliadores temos que nos adequar ao momento da vistoria; nada disso nos é passado em cursos teóricos, só na prática, quando saímos a campo, é que conseguimos entender e adquirir propriedade para falar do assunto. Tudo é muito bonito na apostila, mas quando se sai para trabalhar, aí sim aparecem as dificuldades e também, de certa forma, as aventuras. E isso é o que nos motiva: o diferente, o desafio, as vistorias em lugares tão diversos.
Seguimos percorrendo aquelas terras, sempre atentos ao que o engenheiro nos falava e aos detalhes da área. Sem contar o cuidado ao caminhar para não ‘atolar’ no barro. Foi uma avaliação de imóvel bem interessante, tanto que eu vou precisar terminar de contar em uma próxima crônica. Fiquem ligados por aqui! Até breve!
Silmara Gottardi

OK, aguardando o restante do causo, vistoria imóvel rural
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