
Uma colega de trabalho entrou em contato comigo para uma possível parceria de trabalho. Os clientes precisavam avaliar um imóvel comercial na região metropolitana.
O que chamava a atenção era a peculiaridade do imóvel. Quando solicitei a documentação e a descrição do imóvel, percebi o quanto era diferente aquela casa.
Além de estar localizada em uma região muito bonita, a rua misturava trechos de paralelepípedo e estrada de terra. O local era repleto de árvores centenárias — enormes araucárias — e o entorno mesclava comércios e residências com características rurais.
Eu conversei com a corretora parceira de trabalho e expliquei que seria necessário conhecer o imóvel para somente depois elaborar o orçamento. Esse era um caso atípico, porque a casa não era comum, ou seja, simplesmente de alvenaria ou madeira, e isso dificultava o entendimento da complexidade para fazer a avaliação.
Agendamos com os clientes e lá fomos nós conhecer o imóvel para posteriormente elaborar o orçamento.
Chegando lá eu tive a real noção do que era para avaliar. O terreno era plano, havia um espaço muito bem cuidado, gramado, com bancos de madeira, algumas mesas também de madeira. Havia balanços pendurados nos galhos das imensas árvores. Observamos flores de diversas espécies.
O imóvel já chamava a atenção pelo lado de fora, principalmente por se tratar de uma casa de pedra rústica e com janelas de madeira. E quando eu entrei, tive uma sensação saudosista, porque eu lembrei do porão da casa dos meus avós, era o mesmo clima, o mesmo cheiro, algo muito especial.
Depois, eu e minha colega fomos para a parte superior conhecer como era a construção do todo. E assim, olhando como era a edificação e o terreno, tivemos mais segurança para fazermos o orçamento para avaliar o imóvel.
Normalmente não há necessidade de conhecer pessoalmente o imóvel para elaborar o orçamento, mas quando se trata de uma construção peculiar, é necessário, para assim ter certeza do que se trata e imóveis atípicos são mais complexos para realizarmos a avaliação.
E você, já passou por uma experiência assim na avaliação de imóveis? Já teve algum orçamento em que precisou conhecer o imóvel antes?
Silmara Gottardi
